Terça, Outubro 23, 2018

O amor é o melhor remédio!

Muita emoção e informação na capacitação anual de voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília (RFCC). O encontro foi nesta terça, no auditório do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A presidente da organização, Maria Thereza Simões Falcão, abriu os trabalhos parabenizando as voluntárias pela ajuda qualificada e amorosa às pacientes com câncer do Hospital de Base de Brasília (HBDF), sede da Rede. "Sem vocês, a Rede não existiria. Vocês são diplomadas por Deus para doarem amor", afirmou Dona Thereza.

A coordenadora-geral da instituição, Vera Lúcia Bezerra da Silva, garantiu um dia transformador de muito aprendizado. E de fato foi o que ocorreu.

O infectologista Dr. Julival Ribeiro afirmou estarmos na Era Pós-Antibiótico, com bactérias super resistentes. Por isso a importância de um gesto simples, mas muitas vezes esquecido: lavar as mãos sempre. Segundo o médico, a principal causa de morte nos hospitais na atualidade é por infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS).

 

A enfermeira Dimítria Lemos Moreira, dos cuidados paliativos do HBDF, emocionou a todos com seu discurso. "A morte é uma passagem que a pessoa faz sozinha, mas até a plataforma ela precisa de companhia. Esse acolhimento é fundamental e a conforta mais que o remédio", afirmou a especialista, que acredita ser a esperança o combustível da vida.

À tarde, uma menina-mulher, Maria Eduarda Soares, mostrou como lida com os obstáculos impostos pelas deficiências dela: "o problema maior quem põe somos nós. Precisamos enxergar a vida com os olhos do coração", disse a pequena gigante.

Após um alongamento animado, a fisioterapeuta Karine Pessoa, do Base, discorreu sobre a reabilitação pós-mastectomia e a prevenção de linfedema. Esse "inchaço" pode ser evitado, segundo ela, com o aumento da força e resistência, hidratação e limpeza, auto-massagem, evitar perfurações no lado afetado.

Para finalizar, Vera Lúcia explicou as diversas áreas de atuação das voluntárias. "Nós trazemos esperança às pacientes. Precisamos estar bem emocionalmente. Acolhemos; damos carinho e lanche; esclarecemos", disse Verinha, como é conhecida. "É da simplicidade que nascem as grandes libertações", encerrou o discurso e o dia, a guerreira Vera.